quinta-feira, 25 de abril de 2013

A MINHA CIDADE

Enquanto a viola descansa ao ritmo das cordas que enferrujam  e o vento vai sacudindo roupa seca cansada de vestir e despir, a cidade vai crescendo lentamente com mil ideias e tecnologias sem fim. As chaminés só poluem nas noites frias de nevoeiro ou nas madrugadas incertas que o calendário determina. Deixo-me embalar pelos movimentos dos ramos das borracheiras que teimam em chegar à minha janela e abraço mais um fim de tarde cheio de vida.

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