- As Pontes de Calendário: Aquelas maravilhosas pontes que unem cirurgicamente o feriado ao fim de semana. O maior invento da humanidade depois da roda.
- As Pontes Subaquáticas: Aquelas que a malta constrói com boa intenção, mas que ficam logo alagadas na primeira cheia do inverno.
- As Autoestradas de Ilusões: Onde as estradas viravam pontes e as pontes viravam autoestradas, num nós cego de trânsito e portagens.
TURMA BCD
sexta-feira, 25 de setembro de 2026
O GUIA FINAL DAS PONTES
quinta-feira, 10 de setembro de 2026
REGRESSO EM TEMPO DE VERÃO
quinta-feira, 25 de junho de 2026
ECOS DE UM TEMPO ESPECIAL
Nestas ruas
aprendi a andar, dando os meus primeiros passos rumo a um mundo que me parecia
infinito. Foi precisamente aqui que vivi uma infância plena, preenchida por
gargalhadas sem preocupações, joelhos esfolados e brincadeiras que se estendiam
até ao pôr do sol. Olhando para trás, percebo com clareza que aqui foi talhado
o meu destino, moldado pelas vivências e pelos valores gravados em cada esquina
desta terra.
Neste cenário
de tantas memórias, tanto sonhei, sonhei e amei. O meu coração guardou os
segredos da juventude e os primeiros afetos que me definiram. No entanto, o
tempo seguiu o seu curso implacável. Penso em vós, meus queridos amigos, com
uma nostalgia profunda que me aperta o peito; eu vos perdi para as voltas que a
vida dá e para os caminhos distintos que cada um escolheu seguir.
Apesar da
ausência de quem partiu e das inevitáveis mudanças físicas do lugar, o meu
vínculo com este espaço permanece inabalável. Quando aqui volto chego firme,
despido de medos ou hesitações, pronto para abraçar o meu passado. A cada nova
visita, sinto o chão familiar sob os meus pés e sempre revivo cada momento que
aqui vivi, mantendo a minha própria história eternamente viva.
domingo, 24 de maio de 2026
NUM DIA QUALQUER
O dia acorda na aldeia com o compasso vagaroso de quem não conhece a pressa.
Pela janela da minha velha casa de pedra, espreito a vida a ementar-se nas ruelas de sempre, num quotidiano que repete a sua beleza simples todas as alvoradas.
Dali do esconso da esquina, já oiço o bater compassado do martelo do sapateiro contra o cabedal, focado no seu tanchão enquanto remenda os sapatos de quem gasta a vida a calcorrear os caminhos. Pouco depois, diviso o lenhador a passar pela Quelha com a sua grande serra traçada ao ombro, caminhando com passo firme em direção aos pinhos e fragas altas que cobrem a serra.
Os meus olhos descem então para o chão e reparam, como sempre, nos calhaus desencontrados e gastos da calçada, que parecem rejeitar o alinhamento para contar histórias de eras de passagens. É por entre esse pendoado irregular que avança o burro, puxando a sua velha carroça de madeira sem nenhuma lida, num passo tão tardo que parece embalar o próprio tempo do nosso lugar.
Diante de tudo isto, decido ir para o adro e fico ali, de braços abertos, a formatar cada um destes momentos, deixando que a quietude da Beira me encha a alma por completo. Fecho os olhos por um instante e o bafo do vento traz-me o aroma doce das rosmaninhos e giestas que medram nos valados, misturado com o cheiro a terra nédia da manhã.
Logo a seguir, esmorecendo o silêncio de forma suave, chega-me o ecoar longínquo do apito de um comboio que passa além da catraia, lembrando-me de que o mundo lá fora continua em desassossego, enquanto aqui a vida escolheu deitar raízes. Dou um último suspiro fundo, dou a volta e recolho finalmente à lareira, pronto para atiçar o lume e alinhavar, também eu, o meu próprio dia.
sexta-feira, 22 de maio de 2026
O SAPATEIRO DA MINHA RUA
sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
A HISTÓRIA DO GALO GALIMEDES
O dia começa com o primeiro avião, ali pelas 6.20. Quem tem o sono leve já não volta a dormir. Assim acontecia com o galo da quinta, o Ganimedes. Ainda no poleiro, batia suavemente as asas, esticava as duas patas, sacudia a poeira que tinha caído durante a noite e suavemente dizia na língua dos galos e das galinhas, está na hora, o sol não tarda, vai nascer.
As duas galinhas acordaram e, sentindo o papo vazio, abriram os olhos e cantaram ao mesmo tempo: vamos a isso!
Desceram do poleiro com todo o cuidado, respiraram o ar puro da manhã e aproximaram-se do buraco que havia na parte de baixo da porta. O galo não gostava que aquele buraco ficasse aberto mas o que era certo é que dava jeito para a primeira saída da manhã.
O galo olhou para o céu e disse: só faltam dez minutos para as sete, vamos lá. E, em leves passos mas com muita determinação puseram-se a caminho.
Onde vai este trio? Quem sai assim tão cedo para desafiar o clima e a escuridão? Podem-me ajudar? Qual o destino destes três animais destemidos? Aceito as vossas sugestões.
Agradeço os vossos palpites.
Uma hora depois aí estão eles a atravessar a rua. O Galimedes na frente, de cabeça levantada, dominando e protegendo as galinhas, fazendo, os três, a travessia da rua, em fila indiana. Enquanto o Galimedes levantava as asas à esquerda e à direita para que todo o trânsito parasse, os condutores primeiro acham graça, depois abraçam-se ao volante começando a ferver e, por fim, colocam a cabeça fora da janela e gritam, mas os três viajantes não se deixam perturbar, são educados não respondem a provocações. Lentamente, vão andando pela estrada, o galo responde aos condutores com ruídos que ninguém percebe e as duas galinhas vão comendo pedrinhas pequeninas para que mais tarde o ovo seja uma verdadeira obra da natureza, muito rijo e branquinho. Chegam ao passeio frescos e satisfeitos por mais um grande feito. E agora, qual é o destino? Irão ver os bombeiros? Ir apanhar o comboio à estação? Tomar o pequeno almoço no café que fica em frente ou ... Qual a vossa opinião?
Talvez um dia vos conte aquilo que vi ... Até lá!
domingo, 30 de novembro de 2025
LIXO NAS PARAGENS? NÃO FAZ MAL ...
Na minha rua acontece de tudo. Agora uma porta andou uns metros, atravessou a rua e foi sentar-se no banco de uma paragem de autocarro. E os dias passam e os autocarros também.
Se alguém estiver interessado em agir a favor da porta … esta, construída em madeira reciclada, boas medidas, lacada em branco de um lado e envernizada do outro vai esperando que alguém se lembre do seu 1,90 X 0,90 m.
Quem se encontrar com um pulso ligado não venha cá, pois o peso da dita é … uma carrada de quilogramas.
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Nestas ruas aprendi a andar, dando os meus primeiros passos rumo a um mundo que me parecia infinito. Foi precisamente aqui que vivi u...
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As férias está indo bem e eu igualmente bem. Na maioria das vezes eu brinco, mas eu nao esqueci do TPC. Em conexão com imagens, eu faço algu...
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Devem enviar o trabalho PPT para o email da turma turmabcd@gmail.com BOM TRABALHO
