Bate o martelo na loja escura,
Onde a luz da janela quase não dura.
Nesse canto velho de poeira e tradição,
O mestre trabalha com o coração.
Mãos sábias deitam meias solas com amor,
Dando aos sapatos um novo vigor.
O forte cheiro a couro e cola no ar,
Faz o tempo antigo ali parar.
Passos cansados voltam a brilhar,
Como sapatos novos prontos a estrear.
O homem sorri no seu humilde lugar,
Orgulhoso da arte que sabe preservar.