quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

NEVOEIRO - POEMA DE FERNANDO PESSOA



Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer –
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo - fátuo encerra.

Ninguém sabe que coisa quer,
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...

É a hora!
Foto da net

NUM DIA QUALQUER

     Imagem da net  O dia acorda na aldeia com o compasso vagaroso de quem não conhece a pressa.        Pela janela da minha velha casa de p...